SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 6

América do Sul, Brasil,
PÁGINA INICIAL LEIA ANTES! SOBRE O EDITOR TEXTOS DO EDITOR BIBLIOTECA PUBLICIDADE

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Meu voto é um veto duplo

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

O meu voto é, na real, um veto duplo. Para chegar nele, deparei-me estarrecido quanto ao sentimento de mudança que está por aí, uma mudança somente pela mudança. Parece que as eleições finais de 2014 ainda estão em aberto. Mas a ideia de mudar porque tem que mudar ronda o mundo dos brasileiros e gaúchos. Eu fico perplexo.

No âmbito nacional, a corrupção e o autoritarismo do PT são as falas corriqueiras dos eleitores de Aécio. Falas cujo diagnóstico tem sentido em alguns pontos, mas que não chega sequer perto do que apregoa parte do PSDB e dos grupos mais conservadores do Brasil. Ditadura do PT com essa mídia hegemônica, que senta o pau no governo federal há, no mínimo, dez anos? Não faz sentido, ainda mais se o brado vem dos defensores de medidas punitivas ainda mais autoritárias, incluindo saudosistas do regime militar. Há um descompasso no argumento.

A corrupção, por sua vez, é uma espécie de telhado de vidro político. De qualquer modo, todos jogam pedras e há poucos condenados. José Dirceu foi condenado pelo Mensalão (1). Dizer que o PT era o único que não podia fazer é usar de um purismo assimétrico. Ninguém pode fazer. Essa é a lei. Porém, e todas as denúncias e evidências que incriminam o PSDB e os seus, as quais a justiça inadvertidamente nunca determina o seu rigor? As mesmas denúncias que recaem sob o PT no recente caso da Petrobrás, batem no PSDB e no pagamento realizado a um dos seus para impedir a execução de uma CPI (2). Os aeroportos no interior de Minas Gerais não estão bem explicados, e o TSE, numa cartada, não permite mais que o caso seja pauta eleitoral (3). No governo de Fernando Henrique Cardoso houve denúncias de compra de votos para a reeleição (4). Variados casos de corrupção envolvendo o partido em São Paulo não podem ser esquecidos (5). Não pode valer dois pesos e duas medidas.

Eu fico pensando... Se é pra temer uma ditadura, a conjugação de forças ideológicas ou as perspectivas de mundo das pessoas remontam ao temor da ascensão do conservadorismo. Fascista, no limite. Na Europa ele avança (6). Aqui, muitos grupos que estão com a oposição eram vozes ativas na ditadura já esquecida pelos jovens. Setores que defendem bandeiras claras de intensificação do autoritarismo em diversos aspectos. Sejam essas defesas declaradas ou obtusas.

Eu penso mais ainda... E quando a gente vê acontecer aquela rota de tráfico de pasta base de cocaína, nos aeroportos perdidos do interior de Minas Gerais e do Espírito Santo, além do abafamento do caso como resposta para o flagrante de 450 quilos da droga? O que pensar? Há uma quantidade grande de possíveis relações que, obviamente, imputam apenas suspeitas e necessidade de investigação, sobretudo acompanhamento dos meios de comunicação no caso envolvendo famílias tradicionais e os voos de helicóptero naquelas bandas. Há de se investigar e oferecer a informação sobre os fatos. Não pode ocorrer o silêncio do judiciário e da grande mídia como está ocorrendo. O Brasil precisa saber, assim como sobre os rumos do dinheiro da Petrobrás (7). Ditaduras flertam com mídias e judiciário quietos.

No sul, o candidato que se diz da massa (?!) manda os professores procurarem o seu piso salarial nas lojas Tumelero (8). Não consegue apresentar propostas de governo se estiver ao vivo. Foge de debates (9). Foi o líder do governo Britto (lembram?) na Assembléia na década de 1990 (10). Se havia alguma dúvida sobre o verniz do candidato da oposição, esta foi soterrada com a declaração debochada para com o magistério estadual. Nós, professores estaduais, não podemos deixar isso vencer. Não quero crer que colegas professores votarão no Sartori.

Sem desconsiderar os equívocos do PT, fazendo do voto um veto duplo, não consigo deixar de enxergar em Aécio Neves e José Ivo Sartori a receita tradicional do conservadorismo, ortodoxo na economia, conservador na visão de mundo, opressivo na embalagem completa. Eu posso estar errado, mas os erros do PT, variados e profundos que são, não me parecem ofuscar os seus méritos no embate direto contra os representantes políticos que atraem o que tem de pior no pensamento e na prática contemporânea. O meu voto é para vetar o que há de pior, na minha concepção e sob essas circunstâncias.

Referências

(1) http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/11/12/jose-dirceu-e-condenado-a-dez-anos-e-10-meses-e-cumprira-pena-na-prisao.htm

(2) http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/10/ex-diretor-da-petrobras-inclui-tucano-entre-os-que-receberam-propina.html

(3) http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/10/tse-proibe-pt-de-usar-caso-do-aeroporto-de-claudio-em-propaganda.html

(4) http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/08/1334864-livro-contra-fhc-revela-fonte-que-provou-compra-de-votos-pela-emenda-da-reeleicao.shtml

(5)http://www.istoe.com.br/reportagens/315089_O+ESQUEMA+QUE+SAIU+DOS+TRILHOS

(6) http://www.dw.de/partidos-conservadores-lideram-elei%C3%A7%C3%B5es-para-parlamento-europeu/a-17662297

(7) http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/10/dilma-admite-que-houve-desvio-de-dinheiro-publico-da-petrobras.html

(8) http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/2014/noticia/2014/10/cpers-repudia-declaracao-de-sartori-e-candidato-pede-desculpas.html

(9) http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6489

(10) https://rsurgente.wordpress.com/2014/10/09/deputados-lembram-votacoes-de-sartori-privatizacoes-pdv-renegociacao-da-divida-no-governo-britto/

.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Numa sala de aula qualquer

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

No dia do professor, vem Mia Couto à cabeça: “No mundo que combato morro. No mundo por que luto nasço”.

Foi a Raquel Braun, linda professora aniversariante, quem deu a barbada há alguns dias, ao término de mais uma jornada de trabalho.

Ser professor é morrer todos os dias num mundo a ser combatido, individualista, desigual e opressivo. Árduo e pesado. Opressivo.

Também é nascer, um pouquinho que seja, em alguma fala ou olhar repentino, numa sala de aula qualquer. Na busca por uma educação de qualidade, pelos direitos humanos e por justiça social.

Sigamos!

.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Para abandonar o muro

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Não vou ficar em cima do muro.

Na semana passada, nós elegemos o Parlamento mais conservador dos últimos tempos. Isso inclui um crescimento das bancadas evangélica, ruralista, da indústria de armas, dos militares e a diminuição da bancada dos sindicalistas, por exemplo. Há poucas mulheres e negros. Há muitos milionários.

Os projetos do PT e do PSDB para o país são semelhantes. Como semelhantes, não são iguais. Minha opção se dá justamente pelos detalhes, pelas diferenças. Aécio propõe abertamente: redução da maioridade penal, presídios privados, minimização do papel da FUNAI na demarcação de terras indígenas, menos participação dos bancos públicos na economia, remuneração variável para os servidores públicos e muitas outras coisas historicamente ligadas aos interesses dos poderosos deste país. Tem até gente na sua campanha defendendo a privatização das Universidades Públicas. Tem até a possibilidade da ALCA, aquele tratado de livre comércio que pouco nos favorece, voltar ao debate nacional.

O PT não é uma maravilha. Respeito os seus militantes, muitos deles ativistas abnegados das causas populares e dos direitos humanos. Só que o PT, como o PSDB, enredou-se na corrupção e no jogo eleitoreiro sem receios. Joga o jogo padrão, em que supostos fins justificam meios nefastos. Porém, se há um espaço para problematizar e pressionar por mais avanços, por uma política econômica menos ortodoxa, por valores menos conservadores e políticas sociais distributivas e voltadas para os direitos humanos, esse espaço não está numa conjugação PSDB (mais Fidélix, Pastor Everaldo e toda cúpula reacionária que fechou com Aécio) e um Parlamento conservador.

Por isso e por outros motivos (que vou detalhando até o dia 26), minha escolha é pragmática e crítica. Sigo achando o projeto do PT um pouco mais aberto aos avanços para o Brasil. Sem entusiasmo. Contra o retrocesso.

.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Uma carta crítica e pragmática

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Quero falar com os meus amigos, estudantes e conhecidos que não costumam pensar muito sobre política. Pode ser, na verdade, qualquer leitor que se identifique com esse desinteresse. Quero pensar junto com vocês o que fazer perante as eleições presidenciais que estão por terminar no fim do mês.

Eu não sou do PT. Não sou do PSDB. Sou apenas um professor apaixonado pelas Ciências Sociais. Um cara que tenta fazer da Sociologia uma ciência que ofereça ferramentas teórico-práticas para os seres humanos construírem e compartilharem sentidos, motivações e saberes mais críticos, conscientes e solidários. Confesso que, como muitos de vocês, vejo os projetos do governo e da oposição bastante parecidos. A ineficiência da educação pública, da saúde pública e da segurança pública me abala muito. A corrupção também. Portanto, compartilhamos de uma base concreta: achamos que as coisas não vão bem.

O fato é que os projetos políticos do governo e da oposição, semelhantes que são, fazem jus ao completar o sentido da semelhança: as diferenças. Se são semelhantes, não são iguais. Sim, eu considero as diferenças pequenas. PT ou PSDB fazem e farão muitas concessões àqueles que não querem ver as coisas mudar. Quais coisas? Principalmente as que dizem respeito às desigualdades. Às desigualdades imensas que separam e localizam as oportunidades de ter uma vida digna e alegre, com direitos e deveres civis, sociais e políticos satisfeitos, em favor da humanidade e do planeta. O Brasil é muito desigual. Em qualquer sentido que usemos o conceito, nosso país aparecerá na figura de um fosso, um abismo, um enorme vazio de chances para a maioria das pessoas (1).

Definidas todas as concordâncias difíceis de serem rejeitadas, chegamos ao processo eleitoral que se encerrará no final deste outubro quente. Agora é a hora em que os detalhes, as diferenças entre os projetos, fazem toda a diferença. Tem por aí um sentimento espalhado de que, dadas as já citadas semelhanças, sobretudo a corrupção generalizada na política, o melhor a fazer é trocar de partido, trocar de governo. “Contra tudo que está aí!” é uma frase que tá presente. É possível percebê-la na gramática social, na forma como as pessoas expressam socialmente o seu descontentamento com esse Brasil injusto e, também por isso, mas não só por isso, muito violento.

Agora é a hora de pensarmos nas diferenças entre os projetos, afinal, um deles vai guiar as coisas nos próximos quatro anos. Será mesmo que trocar de governo é o caminho? Pesando as similaridades e as diferenças, o projeto do governo não é um pequenino pedaço mais aberto a uma problematização das desigualdades, um tantinho mais dedicado às classes populares e aos abandonados a própria sorte na competição voraz do cotidiano?

Não desistam, pensem comigo. O Brasil de hoje tem mais ou menos oportunidades para os que nunca têm ou tiveram oportunidades? Para entrar numa faculdade, fazer pós-graduação, pesquisar, trabalhar, ter uma conta no banco (e ser arrochado pelo banco!), comprar um armário no crédito, uma cozinha, visitar um amigo que mora longe da sua cidade e por aí vai (2). É lógico que ainda não está bom. Temos muitos problemas (3). Então devemos pensar na alternativa.

Ocorre que quem se apresenta como alternativa não é uma alternativa, é o projeto dominante na política e na economia desde a década de 1990, inclusive na geopolítica internacional ou no sistema-mundo, nas palavras do sociólogo Immanuel Wallerstein (4). É fruto do Consenso de Washington (5), de uma ideia partilhada pelos países dominantes com o fim da Guerra Fria, uma ideia que se tornou prática na vida de milhões de pessoas dos países pobres. Uma ideia e uma concepção de que os indivíduos precisam competir em pé de igualdade, mas uma prática que não dá conta de instaurar esse “paraíso”. Acaba, porém, com as reformas de diminuição do papel do Estado nos negócios, a subserviência às nações mais ricas e poderosas, a facilitação da terceirização e da contratação cada vez menos preocupada com os direitos dos trabalhadores, a isenção de impostos para os ricos e poderosos e a cobrança incisiva dos impostos das pessoas comuns. Se tudo isso, hoje, está em curso (e está), no projeto da oposição esse é o receituário, o mantra, a orelha do livro que todo mundo leu e dissemina como se fosse especialista no assunto.

Os resultados práticos dessas políticas são aterrorizantes para os povos sofridos do planeta. Acentuam as desigualdades entre as pessoas, entre as regiões e entre as nações, alargam os hiatos entre as condições individuais e sociais de sobrevivência. Os efeitos da desregulamentação do mercado financeiro e a crise econômica de 2008 deveriam pautar o debate nesse âmbito, visto que as medidas de austeridade, corolário do PSDB, geraram demasiada miséria, desemprego e exacerbação dos conflitos sociais na Europa e nos Estados Unidos (6). No mesmo momento, o Brasil se consolidava enquanto potência, a trancos e barrancos e com a vida social em ebulição. Baixo desemprego, inflação controlada e consumo interno fortalecido (7).

Cito o atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o economista Sergei Soares (8), no texto intitulado “O ritmo na queda da desigualdade no Brasil é aceitável?”, publicado em 2010. Acho que ele dá o tom do que sinto no momento.

Se o Brasil vai continuar na sua trajetória rumo à igualdade, há que se pensar em outras políticas que ainda não levaram à redução da desigualdade: a política tributária, políticas para a redução de desigualdades raciais, políticas para a redução de desigualdades regionais, a política industrial e, é claro, melhorias na política educacional. (...) Apenas com um arsenal de políticas que inclui não apenas as que já funcionaram, mas também as que não funcionaram ainda ou nem sequer foram testadas, será possível ganhar a guerra contra a desigualdade.

Na hora da cobra fumar, na hora de apertar o botão da urna, eu vou optar por aqueles que podem abrir algum espaço para o enfrentamento às desigualdades. É inegável que isso começou a acontecer, lentamente. Comparado ao passado, mais rápido do que nunca. A tarefa, agora, é aprofundar esse processo. Jamais retroceder. O projeto do governo me parece, crítica e pragmaticamente, o horizonte mais possível para a luta contra a desigualdade no escrutínio que virá no dia 26 de outubro. O da oposição não é uma alternativa.

REFERÊNCIAS

(1) Para explorar mais o tema das desigualdades no Brasil, sugiro: SCALON, Maria Celi. Desigualdade, pobreza e políticas públicas: notas para um debate. São Carlos: Contemporânea: Revista de Sociologia da UFSCAR, número 1, 2011.

(2) Para uma comparação entre os governos nos últimos vinte anos: CAPRARA, Bernardo. Oito anos de PSDB, 12 de PT: considerações sobre indicadores econômicos. Sociologia Popular, setembro, 2014.

(3) Algumas das minhas críticas aos governos do PT (apenas algumas): CAPRARA, Bernardo. Três críticas aos governos do PT. Sociologia Popular, setembro, 2014.

(4) Conferir: ARRUDA, José Jobson. Immanuel Wallerstein e o moderno sistema mundial. Revista de História da USP, número 115, 1983.

(5) Sugiro a leitura somente da parte II, que explica o que é o Consenso de Washington: BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos. A crise da América Latina: Consenso de Washington ou crise fiscal?. PPE, IPEA, RJ, volume 21, 1991.

(6) Basta atentar para a fala do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz sobre a austeridade na Europa: http://oglobo.globo.com/economia/stiglitz-diz-que-politica-de-austeridade-na-zona-do-euro-foi-um-rotundo-fracasso-13669290.

(7) O texto do economista Gerson Gomes é interessante sobre o assunto: http://brasildebate.com.br/uma-decada-perdida-para-quem/.

(8) SOARES, Sergei. O ritmo na queda da desigualdade no Brasil é aceitável? Rev. Econ. Polit. vol.30 no.3 São Paulo July/Sept. 2010.

.

domingo, 5 de outubro de 2014

Dez notas eleitorais

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Dez notas eleitorais, ainda no calor do momento:

1) Muita gente passa dois anos dizendo que odeia política. Na hora do vamos ver, vota e justifica: o cara é legal, ela é bonita, ele foi goleador, gosto dele, etc. Política? Zero.

2) A eleição presidencial tende a ser definida pelo eleitorado de Marina Silva. Os seus 22 milhões de votos irão para quem? Tudo indica que para o PSDB. Boa parte, pelo menos.

3) A nova política de Marina Silva é de direita? Marina vai chamar voto em Aécio? Se isso acontecer, o PT e todo o bloco da esquerda estavam certos. Levanta a mão quem já sabia...

4) Dilma teve a pior votação do PT desde a primeira vitória do partido. Ainda assim, Dilma venceu em 15 estados e Aécio em 10. A coisa vai esquentar. Detalhe: Dilma levou em Minas Gerais (que moral, hein Aécio?!).

5) As pesquisas eleitorais servem pra muito pouco. Erram demais. Felizmente.

6) A imprensa hegemônica está eufórica com a possibilidade de tirar o PT do governo federal. Baba por essa possibilidade. Chega a ser nojento.

7) Acredito que a disputa que pauta o país, do ponto de vista eleitoral, segue entre PT e anti-PT. Mesmo que não se possa dizer que é uma disputa entre esquerda e direita (e não se pode), alguns elementos da díade atuam nessa polarização.

8) As pessoas não entendem o papel do Legislativo e botam qualquer um lá. Teremos um bando de fascistas no Parlamento. Entendendo ou não as regras do jogo, a sociedade brasileira tem fortes traços conservadores. Como se faz visto para o Uruguai?

9) O Rio Grande do Sul é esquizofrênico. Retirou Ana Amélia da jogada. Botou Lazier. E pro Parlamento fez a festa do conservadorismo, mais uma vez. Saravá!

10) Em São Paulo, para se eleger, basta deixar claro: “vou acabar com a água, votem em mim!”. Só terminará o reinado do PSDB quando secar toda a água e houver o total extermínio da juventude pobre e negra? Salve-se quem puder.

Os próximos capítulos serão quentes. O Brasil não é para principiantes. Até o dia 26, será ainda menos. Cabe mais política e, sobretudo, informação.

.