SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Terremoto, tsunami e as contaminações

Imagem retirada do sítio http://2.bp.blogspot.com/-SwcPRQM1hMk/TX7Km-K2dYI/AAAAAAAAD6M/tar4VZI6dyI/s1600/tsunami-japao.jpgAcontecimentos no Japão precisam gerar reflexões diversas

Os últimos acontecimentos trágicos no Japão nos fazem refletir sobre uma série de questões. Embora muitos defendam que as alterações no andamento dos fenômenos naturais ministradas pela humanidade, principalmente a partir da Revolução Industrial, estejam colocando em risco os próprios seres humanos e a vida do planeta, ainda existem aqueles que fazem pouco caso dessa situação.

De fato, a industrialização em massa e o modo de vida consolidado sob os pressupostos da economia capitalista modificaram como jamais poderia ter sido previsto o impacto sobre o meio ambiente, queiram ou não os dedicados a relativizar a tudo e a todos. Se isso significa a explicação única acerca dos dramas de sociedades inteiras, oriundos de catástrofes ambientais, aí é outra coisa, complexa demais para ser resumida numa simples causa.

O terremoto japonês, o tsunami e as consequências expostas nas usinas nucleares, danificadas e lançadoras de radiação pelo país, também podem ser consideradas como elementos passíveis de reflexão, sob o ponto de vista das fontes de energia. Enquanto aqui no Brasil discutimos a preservação do Rio Xingu e das comunidades que por ali sobrevivem, pensando em fontes alternativas de energia, os adeptos da energia nuclear estão defronte à um exemplo dramático de sérios percalços ocorridos pela opção deste caminho.

Em território brasileiro, devemos brigar para que o Estado, administrado pelas estratégias do presidencialismo de coalizão bem desenvolvidas pelo PT, assuma um caráter cada vez mais progressivo no sentido de impulsionar a produção de energia limpa e renovável. Nesse cenário, as hidrelétricas perderiam espaço e seriam relegadas, por ocasionarem, a despeito de alguns escassos benefícios isolados, inúmeros resultados social e ecologicamente reprováveis.

Já passou da hora de selecionar e investir em energia eólica e solar, ao menos. Por outro lado, resta admitir a responsabilidade, mesmo que parcial, do homo sapiens sapiens ocidental capitalista contemporâneo sobre o descontrole dos episódios climáticos atuais, à medida que queiramos iniciar uma tentativa de mudança nessas desagradáveis circunstâncias.

quinta-feira, 3 de março de 2011

FHC debate questão das drogas no Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a despeito das suas práticas políticas enquanto gestor, sempre foi considerado um sociólogo de bastante relevância no cenário acadêmico. Em 2011, FHC resolveu demonstrar sua inteligência ao Brasil, talvez para tentar remendar sua imagem tão marcada pelos seus oito anos de (des)governo.

No programa de Regina Casé, FHC defendeu o tratamento dos usuários de drogas, para que não sejam mais considerados criminosos ou bandidos. Sugeriu que em países do capitalismo avançado as legislações sobre drogas enxergam o usuário como um indivíduo que necessita de ajuda, e não de um período guardado em uma jaula, onde aprenderá a cartilha do crime.

No entanto, o sociólogo poderia ter ido mais longe, salientando as diferenças entre os psicoativos presentes na cannabis, na cocaína e no crack. Poderia elucidar os telespectadores que em lugares como o Canadá e a Califórnia existem muitos estudos sobre as possibilidades medicinais da cannabis, no auxílio ao câncer, as dores, náuseas, falta de apetite, stress e por aí vai.

De fato, o debate sobre a descriminalização do usuário de drogas é pauta urgente, bem como o esclarecimento sobre a gênese, a história e a atualidade das diferentes substâncias que constituem o quadro dos entorpecentes nos dias de hoje. Sem isso, o problema permanecerá oculto, mesmo que presente no cotidiano.