SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Hobsbawm e o milenarismo campesino


O falecimento de um dos mais importantes historiadores de todos os tempos, Eric Hobsbawm (saiba mais), deixa uma lacuna na busca por uma outra forma de organização social. Hobsbawm, nascido em Alexandria (Egito), judeu radicado na Inglaterra, escreveu diversas obras que são referências para os estudos históricos. Não há como passar pelo século XX e não lembrar do autor de “Era dosImagem reproduzida do sítio http://www.brasildefato.com.br/sites/default/files/Eric-Hobsbawm_reprodu%C3%A7%C3%A3o.gif extremos”, “História social do jazz”, “Revolucionários” e muitos outros. Disponibilizamos abaixo o link para um texto de Michael Löwy (saiba mais), tratando de um trabalho deste imenso intelectual acerca do milenarismo campesino.

Historiador interessado em ciências sociais, Eric John Ernest Hobsbawm apresentou, graças a seus trabalhos sobre o milenarismo campesino, uma abordagem muito significativa no tocante à sociologia das religiões. Trata-se de uma das dimensões de sua pesquisa pioneira sobre as formas ditas "primitivas" de revolta. Judeu de cultura alemã, nascido no Egito, em 1917, educado em Viena e Berlim, mais tarde em Oxford e Cambridge, Hobsbawm é um dos maiores historiadores ingleses do século XX. Intelectual de esquerda, representa, antes de tudo, um homem do Iluminismo: não define ele o socialismo como o último herdeiro do racionalismo do século XVIII? Portanto, não é de estranhar que a distinção entre "moderno" e "primitivo" ou "arcaico" ocupe um lugar importante em seus trabalhos.

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