SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Texto para discussão: Quão atrativo é tornar-se professor de Ensino Médio?


A educação no Brasil é uma temática sempre em pauta nas discussões políticas e sociais. Embora tenhamos conquistado melhorias nas últimas décadas, a qualidade dos sistemas de ensino deixa a desejar no país. Pouquíssimos são os estudantes universitários que pretendem seguir a carreira de professor no ensino básico. Fábio Waltenberg e Ariana Britto, membros do Núcleo de Estudos em Educação (NEE) do Centro de Estudo sobre Desigualdade e Desenvolvimento (CEDE), vinculados à Universidade Federal Fluminense (UFF), discorrem sobre as razões que levam à pouca atratividade da carreira de professor e destacam os baixos salários como um elemento explicativo saliente.

Imagem retirada do sítio http://www.proac.uff.br/cede/

Neste artigo avalia-se a atratividade da ocupação de professor do Ensino Médio, tal como expressa pelos diferenciais salariais entre essa categoria de professores e três grupos de comparação. Os dados provêm da PNAD, anos 2006 e 2009, e a metodologia empregada é a decomposição de Oaxaca. Os resultados indicam que professores do Ensino Médio possuem diferencial de remuneração favorável – porém decrescente – quando comparados a funcionários públicos e empregados do setor privado. Além disso, e de modo mais preocupante, em comparação a profissionais com qualificação semelhante (profissionais das ciências), a situação torna-se desfavorável aos professores, e mostra deterioração de 2006 para 2009. Tal diferencial pode ser atribuído quase que exclusivamente às diferenças nos coeficientes. O déficit de remuneração no mercado de trabalho docente pode ser um dos fatores explicativos do baixo interesse de jovens talentosos pelas carreiras de pedagogia com potenciais impactos negativos sobre a qualidade do aprendizado dos futuros alunos.

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