SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Belluzzo: “Os economistas”


O professor e economista Luiz Gonzaga Belluzzo (saiba mais), consultor da Revista Carta Capital na área, disponibiliza no seu blog um texto bastante interessante sobre o ofício e a prática dos economistas. Vale dar uma olhada nas suas palavras para compreender melhor esse campo de atuação científica.

Resolvi juntar algumas linhas que escrevi a respeito dos economistas, suas  teorias, convicções e previsões. No estouro da crise financeira, as maledicências sobre economistas, suas teorias, crenças e previsões corriaLuiz Gonzaga Belluzzo (imagem reproduzida do sítio http://www.cartacapital.com.br/economia/os-economistas/?autor=13).m soltas, à velocidade da peste nos centros financeiros do mundo. Mas, passado o susto, os que fracassaram em suas antecipações já sobem o tom de suas arrogâncias e voltam a trovejar sua cambaleante sabedoria.

A reputação dos economistas e o prestígio de sua arte de antecipar tendências variam na mesma direção dos ciclos do velho, resistente, mas talvez nem tão surpreendente capitalismo. Quando os negócios vão bem, as previsões mais otimistas são ultrapassadas por resultados formidáveis. É a festança dos consultores: o noticiário da mídia não consegue oferecer espaço suficiente para os profetas e oráculos da prosperidade eterna. Na era da informação a coisa é ainda pior: em tempo real, os meios eletrônicos regurgitam uma fauna variada de palpiteiros e adivinhões. Todos ou ao menos a maioria tratam de insuflar a bolha de otimismo.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

“Meio sol amarelo”, grande livro da escritora nigeriana Chimamanda Adichie


Uma das melhores literaturas dos últimos tempos. Não é europeia, americana ou brasileira. A nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (saiba mais) alcança uma sensibilidade extrema, uma narrativa mais do que fluente, viva e pujante. Ainda que "Meio sol amarelo" (Companhia das Letras, 2008) trate livremente de um tema tãoChimamanda Ngozi Adichie (Imagem original no sítio http://www.africa-ontherise.com/wp-content/uploads/2013/02/Chimamanda-N-Adichie.jpg) complexo como os conflitos políticos, étnicos e sociais de uma Nigéria dos anos  1960, o texto é doce, quente e muito reflexivo.

Ugwu escolheu a cadeira mais distante e juntou os pés desajeitadamente. Preferia ficar em pé.

“Existem duas respostas para as coisas que eles vão lhe ensinar sobre a nossa terra: a resposta verdadeira e a resposta que você dá na escola para passar de ano. Você tem que ler livros e aprender as duas versões. Eu vou lhe dar livros, livros excelentes”. O Patrão interrompeu o que dizia para tomar um gole de chá. “Eles vão lhe ensinar que um homem branco chamado Mungo Park descobriu o Rio Níger. Isso é besteira. Nosso povo pescava no Níger muito antes que o avô de Mungo Park tivesse nascido. Mas, no seu exame, escreva que foi Mungo Park”.

“Pois não, sah”. Ugwu desejou que esse Mungo Park não tivesse ofendido o Patrão tanto assim (página 21).
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dussel e a filosofia da libertação


A colonização dos corpos e mentes é um fenômeno histórico e também transhistórico. Esteve e está em pauta, mesmo nas sociedades pós-coloniais, nas quais a independência político-institucional já ocorreu. Vale disputar e reinterpretar nossos passados. O presente e o futuro estão em aberto, mesmo que eles estejam condicionados. Bora virar a mesa?!

DUSSEL, Enrique. Filosofia moderna-europeia. In: Filosofia da Libertação.

DUSSEL, Enrique. Filosofia da Libertação. SP: Loyola, 1977. Página 14
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Chomsky sobre a educação


Avram Noam Chomsky (saiba mais) nasceu em 1928, na cidade da Filadélfia, Estados Unidos. Hoje, ele é Professor de Linguística do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), no mesmo país. Na entrevista disponibilizada abaixo, Chomsky discorre acerca das suas concepções relativas à educação. O entrevistador é Donaldo Macedo, e o encontro ocorreu na Universidade deNoam Chomsky (imagem retirada do sítio http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky) Massachussets, em Boston. A publicação é da Revista Currículo Sem Fronteiras.

Nessa entrevista, Noam Chomsky aborda a temática da educação e defende a idéia de que as escolas deveriam ser espaços que envolvessem os alunos na prática da democracia. Em uma forte crítica ao sistema educacional estadunidense, afirma que este tem sido um espaço de doutrinação da juventude. Insiste ainda que o mito da objetividade tem favorecido a manutenção dos grupos dominantes. Falando sobre o que as escolas poderiam ser, declara que um bom professor sabe que a melhor maneira de ajudar os alunos a aprender é deixá-los descobrir a verdade por eles próprios. Segundo Chomsky, o verdadeiro conhecimento vem através da descoberta da verdade e não através da imposição de uma verdade oficial interesses das grandes corporações.

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