SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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quarta-feira, 6 de março de 2013

Sobre a morte de Hugo Chávez

Bernardo Caprara
Sociólogo e Jornalista

Hugo Chávez errou e acertou, como qualquer pessoa. No entanto, é extremamente entristecedor perceber que a doutrinação da mídia hegemônica global consegue ser mais eficaz do que qualquer pensamento que se tem sobre ela. Os "especialistas (?!) em generalidades", quase como advogados das empresas de comunicação, bradam em uníssono o autoritarismo chavista. Esquecem, porém, a realidade anterior da Venezuela; a erradicação do analfabetismo por lá; o fomento de um protagonismo político nas entranhas da população; a multiplicação da medicina preventiva nas Missões Bairro Adentro; o enfrentamento aberto e corajoso contra os desmandos e assassinatos internacionais promovidos pelos EUA durante o nefasto período pré-Obama.

Nunca estive na Venezuela. Quem esteve (nas praças, nas ruas... não em hotéis de luxo) diz que há muito mais coisas para elogiar na "Revolução Bolivariana". Eu acredito e respeito a autonomia do povo de lá.

Acho mesmo que Chávez cometeu um erro grave, que nada tem a ver com todos os "erros" cuspidos pelos defensores das "veias abertas da América Latina", como diria Eduardo Galeano. Chávez não investiu na formação de quadros políticos capazes de estimular com frequência o revezamento do poder. Além disso, Chávez ousou peitar, nem que tenha sido apenas no discurso, a mentalidade dominante em que vencer, sobrepujar o outro e lucrar a qualquer custo parecem as tarefas mais legítimas da humanidade.
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