SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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terça-feira, 30 de abril de 2013

A História das Coisas


O vídeo The Story of Stuff (A História das Coisas), elaborado e narrado por Annie Leonard (saiba mais), co-criadora e coordenadora do GAIA (Global Alliance for Incinerator Alternatives), traça uma espécie de genealogia da produção material contemporânea. Embora a autora não se refira ao verdadeiro nome do modo de produção em vigência, trata-se de uma problematização do funcionamento do capitalismo. É um material bastante didático e interessante. Porém, carece de uma visão das relações de poder associadas ao conflito inerente nas sociedades capitalistas entre capital e trabalho. 
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pelo fim do preconceito no futebol


Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Este é um dos textos mais valiosos que já escrevi. Sou homem, aficionado por futebol e frequentador dos estádios há pelo menos 15 anos. Sei que vou ser ridicularizado e desacatado por muitas pessoas. Pouco importa. Quero rasgar elogios aos corajosos torcedores de vários clubes brasileiros (entre eles, o Rolo Compressor) que fundaram, nos últimos meses, páginas nas redes sociais contrariando a homofobia. São seres humanos que gostam de futebol e encararam a luta contra o preconceito e a opressão abertamente.

Cresci ouvindo dos meus rivais ofensas e piadinhas relacionadas ao dito parentesco colorado com os primatas. Sempre achei estranho, porque no fundo a carga racista esteve presente em grande parte dos ataques. Cresci refletindo sobre como não agir, ou seja, espelhei-me no preconceito dos outros para não repeti-lo com ninguém. Estudei a história das equipes gaúchas. Salvas as controvérsias diluídas no tempo, é fato que o Segundão passou a aceitar jogadores negros somente na década de 1950 (findado o nazismo!). Sabe-se que o Inter recrutava atletas das ligas populares da capital desde meados dos anos 1920. Durante bastante tempo, julguei-me desprovido do papel de opressor no tocante ao futebol.

Infeliz engano. Contrário ao preconceito alheio, eu esquecia aqueles que insistiam dentro de mim. Não foi uma, nem duas, as vezes que repeti um humor estéril relacionado a ficar contando anedotas referentes aos casos da “Poltrona 36” e da “Colygay”. Notava uma espécie de riso amarelo numa série de amigos que já tinham se dado conta da bestialidade dessa comédia. Demorei a perceber que eu combatia o racismo dos azuis com uma homofobia pintada de vermelho. Senti vergonha de mim mesmo. Contudo, passei a tentar virar a mesa cá com meus botões. Não cantei e não canto mais músicas homofóbicas quando participo do incomparável calor da multidão colorada. Troco os vocábulos ofensivos por termos que lembrem a Série B ou qualquer coisa que não envolva características de pessoas ou grupos sociais desprestigiados, excluídos ou oprimidos historicamente.

Sim, sou heterossexual. Até hoje só senti e sinto atração por mulheres e nenhuma por homens. E daí?! Poderia ser diferente. Não tenho medo de que minhas posições argumentativas se aproximem das dos gays. Acho ótimo se isso ocorrer. Também não sou politicamente correto. Apenas mantenho a convicção de estar investindo os meus esforços na procura por relações interpessoais desprovidas da violência (física ou simbólica) intrínseca à discriminação. Nunca vou sequer considerar arguições que falem em “anormalidade” ou “erro” acerca das pessoas que amam outras do mesmo sexo. Deixo, portanto, todo o meu singelo apoio às torcidas que combatem sem receio o racismo, a homofobia, o machismo, a misoginia e a exploração da humanidade pela humanidade.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

As razões da paralisação do magistério


Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Se alguém está lendo estas palavras, o trabalho deles esteve presente. Se governantes, jornalistas, empresários ou quaisquer leitores destituídos da preguiça vigente para ler mais do que duas frases estão seguindo adiante, os professores fizeram parte das suas vidas. Penso que os argumentos que justificam a paralisação do magistério público nacional nestes três dias a seguir devem caminhar em duas frentes entrelaçadas, pelo menos: uma política e outra pedagógica.

Do ponto de vista político, paralisar é uma necessidade devido aos desmandos dos governos relativos ao financiamento e ao desenvolvimento da educação. O fato de que no Rio Grande do Sul o piso salarial não é aplicado constitui um ponto de luta veemente. As horas-atividades devem ser cumpridas e remuneradas. As escolas demandam professores qualificados e uma dedicada revisão/manutenção das suas estruturas físicas. A carreira atrai pouco, comparando com o mercado de trabalho atual. Não faz com que os novos concursados planejem permanecer por bastante tempo. Há a necessidade de que o professorado questione a própria legitimidade incontestável das relações de trabalho que favorecem demais o capital em vez dos trabalhadores. Daí se desdobra uma associação à face pedagógica da coisa.

Os olhos dos nossos alunos ainda exibem esperança. Embora a situação possa ser de uma crueldade desumana, às vezes, ser professor ainda faz sentido. Afloram por aí casos de ótimos profissionais com ótimas histórias para contar sobre experiências pedagógicas satisfatórias. Entretanto, através da desencantadora aventura sociológica, percebe-se uma pedagogia de mercado como tendência intrínseca aos sistemas de ensino. Muitas pessoas estão agindo baseadas num repertório operacional de disposições que encarnam sofisticados simulacros das relações provindas das sarjetas do capitalismo financeiro e da falência da modernidade. A competição, a vitória sem limites, a ganância, o investimento, a especulação, a hierarquia, as relações líquidas, voláteis e efêmeras, o tratamento essencialista dispensado aos discentes e um clima geral de conformismo com as condições da vida social repetem-se transfigurados em axiomas dos horizontes da educação em performance no país. À feição de um sintoma reside a máxima de que hoje é melhor ter do que ser (estar, na verdade).

Construir um processo de ensino e aprendizagem envolve, sim, apostar algumas fichas nas especificidades dos conteúdos divididos sob o prisma cartesiano, mas parece carecer com urgência de uma ressignificação do sentido pedagógico hegemônico. O aspecto humano da atuação em sala de aula tem que ser prioridade, afinal nós lidamos com jovens intensos, múltiplos e heterogêneos que vivem a sociabilidade dos colégios e das ruas todos os dias. Um conjunto de princípios que vai do respeito pelo diverso até a solidariedade nas práticas cotidianas orientariam novos paradigmas proeminentes. Assim como a educação não é uma mercadoria, nós não somos números que se cruzam sem vida.

Vou parar as atividades nestes três dias porque quero continuar a acreditar nos meus estudantes. Vou parar para tentar refletir e repensar as práticas políticas tradicionais e a semântica pedagógica por detrás delas e do universo educacional por inteiro. Pararei porque quero experimentar no espaço e no tempo o meu ofício, vendo nas pessoas possibilidades de estar de alguma maneira acontecendo no porvir. A todo o momento, sem observá-las enquanto essências estáticas, fixas e permanentes demais, carregadas de preconceitos, opressões e individualismos. Importa menos a incompreensão da maioria e os “prejuízos” propagados sem criticidade. A vida está em movimento e nada deve parecer impossível de mudar.
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sobre a polêmica da maioridade penal


Gregório Grisa*
Pedagogo e Doutorando
em Educação na UFRGS

Voltou à tona o tema da redução da maioridade penal. Em geral, isso ocorre quando um acontecimento violento promovido por alguém menor de idade tem como vítima um membro da classe média, tendo em vista que jovens morrem nas periferias das grandes cidades cotidianamente no Brasil sem que se erija na opinião pública uma demagógica campanha.

A família que perdeu um ente querido, no seu legítimo direito, exige das autoridades responsáveis medida cabível, como qualquer um de nós faria. Momentos como esse produzem reações passionais, o que é normal, mas para analisar o fenômeno cabe se ater menos à emoção, e racionalmente a redução da maioridade penal no Brasil não tem sentido, além de ser inconstitucional. Explico.

Segundo o Ministério da Justiça, a reincidência criminal no falido Sistema Prisional brasileiro é de 60%. No sistema de internação de adolescentes, por mais problemático que seja, a reincidência é de 30% e em casos melhor administrados o índice chega a 13%. Diante disso, encaminhar um menor para os presídios comuns é profissionalizá-lo na criminalidade. E que camada da sociedade realmente seria presa? Importante dizer que o tempo de internação de menores atualmente pode ser maior que três anos caso se comprove periculosidade e/ou transtornos psicológicos.

Somente 8% dos homicídios são esclarecidos, o que representa uma incapacidade dos órgãos policiais e do Judiciário. O que coíbe crime não é o tamanho da pena, mas sim a segurança da punição, o que não existe. Um Estado que não garante um conjunto complexo e volumoso de políticas públicas para crianças e adolescentes, não cumpre satisfatoriamente o ECA e a lei nº 12.594, que cria o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, não pode cogitar resolver a criminalidade atacando efeitos e não as causas.

* Gregório Grisa (saiba mais) é pedagogo pela UERGS, mestre em Educação pela UFRGS e doutorando em Educação pela UFRGS.

 

domingo, 14 de abril de 2013

Michel Foucault e a noção de poder


(…) O que Foucault está nos dizendo exatamente? Em primeiro lugar, que não podemos entender as relações de poder reduzindo-as à sua dimensão econômica ou à esfera do Estado. Para ele, as estruturas de poder extrapolam o Estado e permeiam, ainda que de forma difusa e pouco evidente, as diversas práticas sociais cotidianas. Ouvimos dizer que os governantes detêm o poder. Sim, masMichel Foucault (imagem retirada do sítio http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d1/Michel_Foucault_Dibujo.jpg/200px-Michel_Foucault_Dibujo.jpg) apenas até certo ponto. Governantes não têm o poder, por exemplo, de determinar qual será a nova moda que mobilizará os jovens e fará circular uma quantidade incalculável de dinheiro no próximo inverno. Será, então, que são os ricos que detêm o poder? Os ricos certamente têm muito poder, mas não têm todo o poder. Nem eles, nem ninguém. Ninguém é titular do poder, porque ele se espalha em várias direções, em diferentes instituições, na rua e na casa, no mundo público e nas relações afetivas.

Em segundo lugar, Foucault está insistindo em sua resposta numa ideia que atravessa toda a sua obra e que vimos destacando até aqui: existe uma forte correlação entre saber e poder. Instituições como a escola, o hospital, a prisão, o abrigo para menores etc. nem são politicamente neutras, nem estão simplesmente a serviço do bem geral da sociedade. Nós é que acreditamos que elas são neutras, legítimas e eficazes porque acreditamos na neutralidade, na legitimidade e na eficácia dos saberes científicos – como a pedagogia, a medicina, o direito, o serviço social – que lhes dão sustentação. Foucault nos ajuda a perceber, portanto, que há relações de poder onde elas não eram normalmente percebidas. O conhecimento não é uma entidade neutra e abstrata; ele expressa uma vontade de poder. Se a ciência moderna se apresenta como um discurso objetivo, acima das crenças particulares e das preferências políticas, alheio aos preconceitos, na prática, ela ajuda a tornar os “corpos dóceis”, para usar outra de suas expressões.

“Se o poder fosse somente repressivo, se não fizesse outra coisa a não ser dizer não”, provoca Foucault, “você acredita que seria obedecido?”. Por meio de perguntas como esta, ele nos leva a refletir sobre os mecanismos de manutenção, aceitação e reprodução do poder. O poder, tal como Foucault o concebe, não equivale à dominação, à soberania ou à lei. É um poder que se faz aceito porque está associado ao conceito de verdade: “Somos submetidos pelo poder à produção da verdade e só podemos exercer o poder mediante a produção da verdade”, afirma ele. Nós estamos acostumados a pensar a verdade como independente do poder porque acreditamos que ela de nada depende, é única e absoluta. Assim sendo, temos dificuldade em aceitar a ideia de que o “verdadeiro” é “apenas” aquilo que os próprios seres humanos definem como tal. Para Foucault, é a crença nessa verdade que independe das decisões humanas que nos autoriza a julgar, condenar, classificar, reprimir e coagir uns aos outros.

BOMENY, Helena & FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. São Paulo: Editora do Brasil, 2010. Páginas 89/90.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Direitos humanos em mãos impróprias


A chegada de um pastor evangélico com indícios de práticas de racismo e homofobia ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados está anexada aos mais eloquentes debates. Muitos grupos sociais disparam contra este paradoxal cenário, no qual um posto de extrema importância para as minorias historicamente oprimidas caminha na contramão dos seusRenato Janine Ribeiro (Imagem reproduzida do sítio http://www12.senado.gov.br/noticias/banco-de-imagens/2012/09/20120917_00126lp.JPG). anseios. O Professor Titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo, Renato Janine Ribeiro (saiba mais), discorre sobre a temática nos escritos dispostos abaixo e publicados no Observatório da Imprensa.

Contra tudo e (quase) todos, o deputado Feliciano e seu Partido Social Cristão se aferram ao cargo mais alto a que chegaram, a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. A situação é insustentável para o país, porém conveniente a ele e ao partido, até porque dificilmente obterão, um dia, outro posto dessa envergadura ou tanta repercussão na mídia.

O PSC, com seus 16 deputados federais e um senador, faz o seguinte cálculo: quer aumentar seus votos em 2014, valendo-se – paradoxalmente – da exposição num cargo que vai contra tudo em que o deputado crê. Falem mal de mim, mas falem: mesmo a mídia negativa ajudará a ganhar eleitores, numa franja inculta e preconceituosa da sociedade. Isso, mesmo sabendo que, ao pregar o que a opinião esclarecida repudia e que o Supremo Tribunal Federal descartou em vários julgados, o PSC inviabiliza sua presença no governo federal, atual ou futuro. Não se imagina que, no mandato a se iniciar em 2015, Dilma, Marina, Aécio ou Campos deem um ministério a um político dessa agremiação. Seria alto o custo de ter no primeiro escalão quem endossa a tese de que os negros descendem do filho amaldiçoado de Noé, e por isso merecem miséria, Aids e Ebola, ou de que a mulher deve obedecer sempre ao homem. Um custo, aliás, não só nacional – porque repercussão internacional negativa, se não houve, virá – até porque o deputado começou a gestão visitando a embaixada do Irã, país constantemente condenado por ações contrárias aos direitos humanos.

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Somos seres sociais

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Ontem foi difícil dormir. Não porque as caras de incômodo do prefeito e dos privilegiados empresários do transporte coletivo martelassem na cabeça e trouxessem sorrisos satisfeitos. Mas, sobretudo, pelo fato de que o banho de chuva prolongado que milhares de pessoas tomaram pode ser capaz de renovar esperanças (saiba mais). A passagem baixou. Linda vitória, ainda que provisória. Porém, muitas outras derrotas permanecem ocorrendo dia após dia.

Penso que uma das maiores derrotas, cotidiana, diz respeito à mentalidade dominante do self made man. Uma espécie de “filosofia social” ou imaginário coletivo que aposta no indivíduo como o construtor/realizador da sua vida, por si só e sem ajudas. Falácia tão ingênua e, ao mesmo tempo, legitimada como se fosse natural do ser humano viver a sua vida sem dar a mínima para os outros. Antes que a modernidade e o capitalismo disseminassem os direitos do indivíduo, muitos deles importantíssimos, o filósofo grego Aristóteles nos lembrava de que o animal humano é, essencialmente, um ser social.

A junção das incontáveis vozes, das diferentes personalidades e dos variados interesses debaixo de uma insistente chuva impulsiona a esperança de virar a mesa contra o individualismo hegemônico. Sem querer forçar um coletivismo extremista, parece valioso retomar a noção de que dependemos uns dos outros. Óbvio: Aqueles que portam os principais privilégios usam e usarão todas as estratégias para não perdê-los, mesmo que isso vá minando a vida e confundindo a reflexão dos outros. Tudo indica que só com a união dos povos mais e mais vitórias virão.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

O dia em que Dorival encarou a guarda


O curta-metragem dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart, “O dia em que Dorival encarou a guarda” (saiba mais), produzido em 1986, é uma adaptação do oitavo episódio do livro “O amor de Pedro por João”, do escritor Tabajara Ruas. Detido numa prisão militar, o detento Dorival tenta convencer os guardas a deixá-lo tomar um banho. Mas o preso esbarra na negativa dos guardas, embora eles não consigam justificar para Dorival a razão que o impede de se lavar. O vídeo indica uma reflexão profunda sobre a impessoalidade do sistema repressor no Estado Moderno, além dos exageros que ele pode engendrar a partir de situações como a vivida por Dorival. O chamado monopólio da violência legítima por parte do Estado pode formatar distorções como a explicitada no filme acima. Num país como o Brasil, em que o sistema carcerário parece mais um depósito de pessoas, qual a saída? Quais as alternativas?

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Até nunca mais, 1º de abril de 1964!


Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Nos dias 31 de março e 1º de abril de 1964, um grupo de militares derrubou o então Presidente da República pela força. Com o apoio da grande mídia, dos EUA e de grande parte daqueles que temiam perder os seus privilégios. Depois disso, instalaram-se duas décadas de construção de uma “cultura do medo” e de rejeição completa da participação do povo no cenário político. Vem a calhar uma reflexão sobre isso, por dois motivos: 1) Para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça; 2) A fim de pensar no cotidiano atual.

Estado Democrático de Direito. Um governante encheu a boca pra repetir essa expressão hoje pela manhã, numa das rádios filiadas a uma das empresas que deram o seu aval ao golpe de 1964. Usou essa expressão sem papas na língua, como se estivesse defendendo o povo contra o autoritarismo de outrora. Porém, quem ele defendia eram os empresários do transporte e suas riquezas cada vez maiores. Defendia a repressão como forma de calar as pessoas, exatamente como fizeram os militares no período iniciado há quase 50 anos.

Retiremos as máscaras dos argumentos falaciosos e o significado da democracia irá mudar. Fazer da democracia algo real é, sim, ocupar as ruas, além da internet. É se manifestar contra os desmandos de uma lógica que apoia as alegrias para os mesmos poucos de sempre e o “foda-se” para os mesmos muitos de sempre. Com arte, expressão, sorrisos, cartazes, vozes e coros cujo eco repercuta mundo afora. Deixemos a violência como a chaga da opressão. Jamais como um argumento para a vitória coletiva.

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