SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Isinbayeva, Rússia e homofobia

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

O esporte e a política fingem que estão apartados no cotidiano. Muita gente acredita. Quando Yelena Isinbayeva (saiba mais), ícone mundial do salto com vara, desferiu um monte de frases perigosas defendendo as políticas homofóbicas do seu país (saiba mais), eu pensei em duas frases.

A primeira e mais óbvia, cunhada pelo baixinho Romário numa célebre crítica ao Pelé, cai como uma luva para a fala da russa. Adaptemos: “A moça calada é uma poetisa”.

A segunda, mais profunda, dita pelo herói nacional da independência da Birmânia/Myanmar, um general chamado Aung San, faz-nos pensar de modo relacional: “Se você não se interessa pela política, a política se interessa por você”.

Por mais que qualquer um queira o contrário (atletas, jornalistas, cidadãos, estudantes, etc.), a política acaba sempre interessada por cada um de nós.

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