SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sobre o dia do professor

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Hoje, mais do que nunca, cabe um grande salve aos colegas professores e aos queridos estudantes. Um enorme salve, também, para os grandes educadores que compartilharam e compartilham a minha formação enquanto pessoa humana. Gratidão!

Um dia, voltando pra casa com a cabeça encostada na janela do T8, pensei e repensei mil vezes o que fazer da minha vida profissional. Era 2005, se não me engano. Não queria trabalhar como jornalista. Não era e não é a minha praia.

De lá para cá, a aposta na docência como ofício virou realidade. A despeito de todas as dificuldades, não me vejo fazendo outra coisa. Estar professor é fomentar a construção de relações constantemente abertas, inscritas numa espécie de a fazer, sem receitas, dogmas ou doutrinas. Estou nessa com o grande mestre Paulo Freire* (1996, p. 53):

"Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir além dele. Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado. (...) Gosto de ser gente porque, como tal, percebo afinal que a construção de minha presença no mundo, que não se faz no isolamento, isenta da influência das forças sociais, que não se compreende fora da tensão entre o que herdo geneticamente e o que herdo social, cultural e historicamente, tem muito a ver comigo mesmo".

* FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Docente. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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