SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

SP e RJ: quem aposta na violência


As consequências das manifestações de junho podem ser vistas até agora. Uma das principais delas é a violência. Tanto por parte do Estado, quanto de parte das pessoas que tomam as ruas em protesto. O editor do sítio Outras Palavras, Antonio Martins, discorre com profundidade sobre a questão que envolve osImagem reproduzida do sítio http://outraspalavras.net/wp-content/uploads/2013/10/b-osgen-1-corrected-sized-01-e1383074750471.jpg conflitos violentos em pauta. Uma leitura obrigatória para compreender um pouco melhor a atual situação do Brasil.

Uma espiral de fatos graves e estranhos está se sucedendo em São Paulo desde sexta-feira (25/10), quando mascarados agrediram, num ato de violência gratuita, um coronel da Polícia Militar. Comandantes da PM emitiram declarações como se fossem o governo do Estado. Quase duzentas pessoas foram presas de maneira arbitrária e, ao que tudo indica, a esmo. Um jovem de 17 anos foi assassinado domingo pela polícia em ação torpe, provavelmente com intuito de provocar reações de revolta. Ontem (28/10), caminhões e ônibus apareceram em chamas na rodovia Fernão Dias, em horário propício a exposição nos noticiários de maior audiência – sem que apareçam indícios de quem os incendiou.

Episódios anteriores sugerem: pode estar em gestação uma crise fabricada, em que a população, insegura e temerosa, clama pela ação das “forças da ordem” – seja quais forem a truculência e os desdobramentos. Por isso, é importante soar o sinal de alarme e convidar a um exame mais amplo do cenário. Talvez ele revele que certas formas de radicalização artificial têm efeito contrário ao que imagina quem nelas se envolve. Na aparência, elas desafiam o Estado; na realidade, libertam seus mecanismos mais brutais de controle social, repressão e destruição da democracia.

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