SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Menos “eu”, muito mais “nós”

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Dezembro chegou. Mais um ano está para terminar. O tempo voa. Penso. Indago-me com vontade. Ora, aqueles que se relacionam comigo, o que estão ganhando? Precisam ganhar alguma coisa? Qual o significado de tudo isso?

Posso falar sobre mim. Sobre os outros envolvidos no processo, especulo. Minhas ideias ambicionam passar, na escrita, sintonias com atitudes práticas que as materializem. Vibro na tentativa de dar sentido às ações, a partir da intensidade das relações interpessoais. Somos relações. Como humano, invisto esforços na troca comunicativa entre semelhantes que só são o que são por serem semelhantes. Arrisco afrouxar hierarquias. Iluminar possíveis dominações.

Não sei dar objetividade ao que aprendi e ensinei neste ano. Tenho dúvidas se quero saber. Ignoro fórmulas. O fato é que avaliar a construção do cotidiano é uma tarefa subjetivamente complexa. É como tentar pegar, enjaular sensações como o vento. Os saberes, tais quais o vento, podem ser mensurados através dos seus efeitos, das suas consequências. E agora, quais serão elas? Há uma novidade pulsando em cada ser atravessado nisso tudo?

Só o tempo dirá. Espero, com força, ajudar o vento a soprar em favor de algo muito diferente do que está naturalizado por aí. Algo menos “eu” e muito, muito mais “nós”. Sigamos tecendo vivas relações.

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