SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 9

América do Sul, Brasil,
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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Pra quem, cara pálida?!

Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Toca o despertador. Levanta. Chove. Tem Sol. Tanto faz. Todos os dias úteis. No sábado, por vezes. Domingo, por que não? Arruma-se. Toma um café. Com pressa. Sempre com pressa. Sai de casa. Movimenta-se pela cidade. Caos. Buzinas. Caras fechadas. Rumos parecidos. Mesmo que diferentes. Com diferentes status. Diferentes ofícios. Diferentes remunerações. Chega ao trabalho. Trabalha. Trabalha. Termina o expediente. Movimenta-se pela cidade. Buzinas. Caos. Caras ainda mais fechadas. Cansaço geral. Estrelas no céu. Temporal. Tanto faz. Como tanto fez. Enfim, chega ao lar. Baita cansaço. Toma um banho. Come alguma coisa. Tenta um mínimo de diversão. Dorme. Amanhã vai ser outro dia. Amanhã pode ser o mesmo dia.

E alguns teóricos preconizaram o fim completo do trabalho. Aham. Parece que por enquanto ainda não rolou. Fim do trabalho pra quem, cara pálida?!

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