SOCIOLOGIA & OPINIÃO / ANO 11

América do Sul, Brasil,
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quinta-feira, 23 de maio de 2019

O método sociológico em Durkheim


 Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

A obra de Émile Durkheim deve ser pensada em contato com o período histórico em que estava inserida: a III República Francesa, cuja principal “obsessão” era unir a nação, superar incertezas políticas e resolver a “questão social” por meios pacíficos e através do direito. Diante disso, Durkheim ficou conhecido como um dos fundadores da Sociologia, pois participou da sua institucionalização enquanto disciplina acadêmica É nesse contexto que Durkheim elabora o que ele chama de “regras do método sociológico”.

A Sociologia durkheimiana é a ciência dos fatos sociais. Os fatos sociais são maneiras de agir, pensar e sentir, fixas ou não, que exercem coerções exteriores sobre os indivíduos. Podemos pensar no direito, de imediato, como um fato social por excelência, tendo em vista que as leis constrangem as pessoas a segui-las, agindo de maneira coercitiva sobre os indivíduos. Porém, Durkheim ressalta que não apenas o direito, mas outros diversos fenômenos sociais guiam nossas práticas, quase como sistemas de regras invisíveis, como o modo de se vestir, de consumir, de pensar e etc.

A tarefa principal do sociólogo é destacar e analisar esses comportamentos que se traduzem em regularidades determinadas socialmente. Em outras palavras, cabe ao sociólogo observar e explicar os fatos sociais (e sua causalidade) com o apoio de categorias e instrumentos científicos. Os fatos sociais são, portanto, o objeto próprio e específico da Sociologia.

Na esteira da lógica científica, a primeira consideração a ser feita no trabalho sociológico é a necessidade de tratar os fatos sociais como “coisas”. No entanto, é preciso atenção nesse ponto. Isso não significa que os fatos sociais devam ser reduzidos a fatos naturais. Para Durkheim, tratar os fatos sociais como “coisas” equivale ao tratamento dado pelos cientistas naturais sobre seus objetos de estudo, isto é, observar “de fora” o seu objeto de investigação científica. O sociólogo deve saber se colocar à distância dos fatos sociais que pretende analisar, e manter sempre a busca pela maior objetividade possível nas suas análises.

Ocorre que temos aí uma complicação para uma ciência que trata de fenômenos nos quais os próprios cientistas estão mergulhados – os sociólogos habitam o mundo social. Por isso, Durkheim defende que é imperativo “afastar sistematicamente as prenoções” que possuímos da vida em sociedade, no decurso do trabalho sociológico. É fundamental rejeitar as chamadas “falsas evidências” que a nossa experiência sensível com o mundo social nos lega cotidianamente. O social não é e não pode ser visto pelo sociológo como algo transparente e inteligível de imediato. Essa é uma primeira característica essencial do método sociológico durkheimiano.

Um segundo ponto relevante diz respeito ao desiderato que compete ao sociólogo no percurso de construção dos seus objetos de estudo, a regra de isolar e definir com precisão aguçada a categoria de fatos que se propõe a pesquisar. Numa analogia com a biologia médica, o autor separa o que se considera “normal” do que se considera “patológico”. O fato social “normal” tem relação com um tipo social determinado, numa fase determinada de seu desenvolvimento e que se produz na média das sociedades do mesmo tipo, numa fase específica da sua evolução. O crime, por exemplo, é um fato social normal, pois não se conhece sociedades sem a existência de crimes.

É primordial, ainda, um terceiro ponto metodológico em Durkheim. Fugindo de especulações que, para o autor, não mereceriam sequer uma hora de seus esforços de pesquisa, é preciso explicar os fatos sociais por fatos sociais anteriores, e não por elementos biológicos, psicológicos e etc. O sociólogo tem de priorizar o “método das variações concomitantes”, que consiste na comparação das variações respectivas das variáveis estudadas. O conjunto de regras metodológicas pensado por Durkheim fornecem as bases do que poderíamos chamar de racionalismo positivista.

Referências

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1977.

LALLEMENT, Michel. História das ideias sociológicas: das origens a Max Weber. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

O leitor e os insetos

 Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Diante do ataque à educação no Brasil, lembrei uma viagem de ônibus que fiz com uma galera bem diversa. Tinha gente de classe média, classes populares, negros, brancos, mulheres, enfim, uma gurizada heterogênea.

Lá pelas tantas, quando a empolgação parecia ter baixado e a rapaziada parecia se encaminhar para um breve descanso, alguém apontou sem dó, nem piedade: “Olha ali, tem um leitor no bus!!!”.

Foi aquele rebuliço. Todo mundo folgando no rapaz. “Um leitor, pqp!!!!”. “Vai ler na casa do car..., rapá!”. “Ui, ui, ui, olha ali, todo leitorzinho!”.

A relação das pessoas com o conhecimento, sobretudo em países com acesso muito desigual, como o Brasil, tende a ser bastante estranha e contraditória.

De um lado, muitas famílias focam nos estudos a única possibilidade de ascensão social. De outro, muitas vezes o malandro costuma ser aquele que se dá bem na escola ou na universidade sem estudar ou se esforçar.

Óbvio que a arrogância intelectual é o outro polo do problema. Tenho convicção que as pessoas e instituições que trabalham com conhecimento precisam sair de suas bolhas e botar a cara no mundo. Além, é claro, de não reproduzir preconceitos linguísticos ou se achar o centro do universo.

Porém, destruir as principais instituições de ensino e pesquisa de uma nação não colabora para democratizar o conhecimento. Tem mais a ver com ressentimento, ódio ideológico e interesses econômicos das instituições privadas de educação do que outra coisa.

Trabalhar para não confundir “cônjuge” com “conje”, “rusgas” com “rugas” ou Franz Kafka com um “Kafta” imaginário, não me parece arrogância. Assim como apenas isso não resolve nossos problemas sociais.

Só não dá pra vangloriar a ignorância e achar que o paraíso nos espera. Ou muitos de nós seguirão dormindo como humanos e "acordando" como insetos.

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Roteiro para estudo e escrita em Sociologia


Bernardo Caprara
Sociólogo e Professor

Introdução

Antes de começar a fazer pesquisa sociológica, antes de botar a mão na massa, produzir, organizar ou selecionar e analisar dados empíricos à luz das teorias, o cientista social precisa ter uma capacidade razoável de leitura e produção textual. Como um pressuposto, o cientista social precisa conseguir absorver das leituras que faz, e que precisam ser muitas, os seus pontos principais e as articulações que eles sugerem. Isso acaba inapelavelmente passando por escrever sobre teorias, autores, conceitos, debates e etc.

Essa responsabilidade traz problemas. Primeiro, em função de que, salvo valiosas experiências no âmbito da educação formal, pouco se ensina “a estudar” aos nossos jovens. Medidas básicas de organização das atividades de estudo podem ajudar a fazer a coisa acontecer. Segundo, porque não costumamos nos sentir preparados para sair escrevendo, seja porque a vida acadêmica é altamente competitiva e feita de pressões diversas, seja porque temos dificuldade mesmo de botar para fora as ideias que fervilham nas nossas mentes.

A partir desse problema, elaborei um roteiro básico para minhas atividades de estudo e produção textual em Sociologia, uma parte relevante das minhas atividades profissionais, o que tem me ajudado a ler e escrever de maneira mais organizada. É obvio que essas dicas em forma de roteiro não se pretendem científicas, muito longe disso. Trata-se apenas de uma forma de organizar as atividades de estudo e escrita para interessados em Sociologia, buscando auxiliar a mim mesmo, nessas que são incumbências intrínsecas ao trabalho sociológico. Se para mais alguém isso for útil, será uma satisfação.

1 Dimensões e passos do roteiro proposto

O roteiro envolve três dimensões: (1) o contexto da temática em estudo; (2) a leitura dos textos da temática em estudo; (3) e a escrita sobre as leituras realizadas. São dimensões que se entrelaçam e, com o tempo, acabam certamente se confundindo. Por exemplo, um praticante que já tenha um acúmulo grande de leituras e textos escritos, já conheceu e versou sobre o contexto da temática, pode transitar com facilidade entre este ou aquele aspecto que pretenda dissertar, inclusive fundindo diferentes perspectivas e criando novos laços conceituais e teóricos. Se o estudioso fizer sempre, em todas as leituras e temáticas que se debruçar, essa espécie de artesanato sociológico, com o passar do tempo acumulará um grande acervo de textos próprios sobre muitos assuntos, autores e teorias, ampliando seus recursos de trabalho. Penso que essa lógica de estudo e produção textual vale para textos variados da Sociologia (metodológicos, teóricos, artigos científicos, teorias, etc.). Sugiro cinco passos básicos para operacionalizar este roteiro de estudo e escrita.

Primeiro passo – A contextualização

A primeira coisa a fazer é procurar algumas informações sobre o assunto/autor que se deseja estudar. Penso que sempre vale a pena começar pelas ideias gerais, pelas pessoas que comentam as grandes obras e grandes pesquisas. Isso significa começar por abordagens mais superficiais, sem dúvidas, mas justamente para abrir os caminhos do estudioso, de modo que ele comece a transitar pelo assunto entendendo o que está sendo dito. Ler de supetão os grandes clássicos, os originais, pode até ser uma estratégia que dê certo para muita gente, e por vezes é o que fazemos a contragosto. Minha sugestão para organizar os estudos e construir crescentemente conhecimentos sobre o objeto de estudo é iniciar pelo conteúdo mais mastigado, a fim de que o estudioso não perca o gosto pelo estudo e siga adiante, até chegar aos pontos mais profundos e complexos.

Segundo passo – A leitura

O segundo passo é aquele impossível de fugir: a leitura. Para aumentar os conhecimentos em Sociologia é inevitável aumentar a carga de leitura. Dói, não é fácil, mas tem que ler. E ler bastante. Mas eu acredito que ler com atenção e com um foco pré-determinado ajuda a dinamizar as leituras e não perder tempo naquilo que pouco vai acrescentar ou que é periférico sob o ângulo que o estudioso procura analisar.

Por isso, minha sugestão é fazer as leituras sempre procurando determinadas “dobras” do texto, isto é, procurando em que ponto o texto articula a sua centralidade, que geralmente remete a associação entre teoria e empiria. Quero dizer que procuro nos textos, antes de tudo, a clareza quanto ao seu objetivo principal, para logo depois achar essas dobras entre os argumentos. Procuro também conceitos que façam a “materialidade” dessas dobras, de preferência que possam ser ilustrados por exemplos de caráter empírico utilizados no texto. Em síntese, uma tríade de buscas: objetivos principais, dobras conceituais e dobras empíricas.

Há uma coisa a mais sobre a leitura. Eu sou um daqueles que lê em qualquer lugar, com relativa tranquilidade. Para aqueles que também são assim, sugiro que o façam mesmo com textos pesados e teóricos e mesmo que não haja possibilidade de fazer anotações e marcações. Mesmo assim, leiam. Porém, para aqueles que não lidam bem com leituras em locais movimentados ou transporte coletivo, por exemplo, sem problemas. Isso não necessariamente atrapalha, pois, provavelmente, estes dedicam outros tempos para a leitura.

O fato é que, uma hora ou outra, eu sempre considero importante fazer anotações a lápis no corpo do texto, sobretudo porque não tenho memória suficiente para guardar páginas e argumentos depois de alguns anos me dedicando a pesquisa e a docência em Sociologia. Podem ser marquinhas discretas, anotações ou o que bem o estudioso entender, mas precisa ficar claro que ali há algo que pode ser utilizado em outro momento, há algo importante.

Terceiro passo – A seleção contextualizada

O terceiro passo depende, em parte, da qualidade da leitura realizada. Depois de entender o contexto do assunto, procurar textos introdutórios e começar a lê-los, é preciso que o estudioso tenha capacidade de selecionar partes do texto que leu para organizar as suas ideias sobre o texto, no formato da escrita. Selecionar essas partes pode ser facilitado pelas marcações que o estudioso fizer no texto lido, e pode se ganhar bastante se forem selecionados trechos relativos aos objetivos principais e as dobras conceituais e empíricas supracitadas. É dessa seleção que sairá o texto sobre o texto, ou seja, é desta seleção que se realiza a escrita sobre aquilo que foi lido.

Quarto passo – A escrita

A página está em branco. É chegada a hora de usar o teclado do PC. O estudioso já pode estar mais seguro, já possui mais informações e já tentou selecionar aquilo que lhe cabia no texto lido, de modo a dar inicio a escrita. Proponho que se produzam textos que se localizam entre um fichamento (descrição do que foi dito no texto lido) e uma resenha (descrição com tons analíticos e críticos). Algo que se localize entre as duas propostas, no entremeio do fichamento e da resenha.

Minha sugestão é partir da organização lógica inerente ao próprio texto lido. Isso significa começar a escrever sobre a introdução e assim por diante, seguindo a ordem de início, meio e fim do texto lido. A operação básica é simples, ainda que complexa: escrever com palavras próprias as ideias que foram selecionadas, acrescentando ou não comentários. O estudioso vai escrevendo sobre o que diz o texto e vai compondo a sua escrita, e com o tempo a capacidade de fazer ligações entre assuntos e acréscimos próprios tende a aumentar.

No decorrer dos anos, se o estudioso guardar no seu arquivo de textos de sua autoria cada um dos escritos sobre cada assunto/autor que realizou a leitura, seu acervo será algo interessantíssimo, recheado de ideias, conceitos, referências empíricas e insights do próprio estudioso, constituindo um rico material de base para o ofício da pesquisa sociológica e da docência.

Quinto passo – A organização do acervo

Cada estudioso pode ter a sua organização, é verdade. Eu sugiro, modestamente, que se mantenham temáticas que dialogam próximas, assim como autores e conceitos, de modo a ajudar o estudioso a fomentar mentalmente ligações entre temáticas, autores e conceitos, auxiliando a criação intelectual. Creio que a forma mais organizada de fazer isso é separar os arquivos de Word em pastas temáticas, e entre os arquivos nomeá-los a partir do sobrenome do autor, seguido do nome e de um título para o texto. Exemplo: caprara, bernardo – roteiro para estudos.docx. Assim o acervo fica minimamente organizado.

Considerações finais

Com este breve roteiro, eu espero ter ajudado aos estudiosos da Sociologia a pensar na criação das suas próprias formas de organização dos seus estudos, das suas leituras e produções textuais. Individualmente, desde que comecei a adotar esses procedimentos, consegui organizar melhor essa parte relevante da minha vida profissional. Estes textos que se localizam entre os fichamentos e as resenhas, no acumulado, quebram um galhão para a prática cotidiana de pesquisa e docência em Sociologia. Têm sido “ferramentas” essenciais.
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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Neoliberalismo e a nova razão do mundo


Por Felipe Queiroz
Ciência Política Unicamp

Publicado originalmente na França em 2009, logo após a eclosão da crise financeira global, A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal (Dardot; Laval, 2016) apresenta uma profunda análise do neoliberalismo, mostrando como ele constitui, muito além de uma doutrina econômica ou ideologia, uma nova racionalidade de mundo, que estrutura e organiza tanto as ações dos governantes como a própria conduta dos governados. A obra faz uma genealogia do neoliberalismo para mostrar, por um lado, que ele não é uma simples continuidade do liberalismo clássico do século XVIII, do mesmo modo que não é seu extravio nem sua negação, e, por outro lado, para problematizá-lo a partir de suas vertentes e disputas internas, mostrando como ele passou de uma doutrina econômica para um “sistema normativo que ampliou sua influência ao mundo inteiro, estendendo a lógica do capital a todas as relações sociais e a todas as esferas da vida” (Dardot; Laval, 2016, p. 7). Nesse sentido, a obra busca fornecer subsídios à crítica ao neoliberalismo, na medida em que desfaz consensos e equívocos em torno dele.

A nova razão do mundo é o segundo livro publicado em conjunto pelos autores e resulta das investigações desenvolvidas no grupo de estudos e pesquisa que coordenam Question Marx. O primeiro livro derivado dos seminários Question Marx, Sauver Marx? Empire, multitude, travail immatériel (2007), faz uma crítica ao pensamento de alguns pós-marxistas, entre eles Michael Hardt e Antonio Negri, que entendem ser a autossuperação do capitalismo o resultado de suas próprias contradições internas e acatam a crença progressista segundo a qual todo passo dado pelo capitalismo é um avanço em direção ao momento de sua autossuperação. A nova razão do mundo se apresenta como continuidade dessa investigação, apontando como e porque “ainda não terminamos com o neoliberalismo”, quando muitos autores, no ápice da crise financeira internacional, como Joseph Stiglitz, anunciavam seu fim.

O livro está dividido basicamente em duas grandes partes: A refundação intelectual e A nova racionalidade. A primeira parte é, em certo sentido, uma tentativa de retomar o debate aberto por Michel Foucault nos cursos do Collège de France de 1977-1978 e 1978-1979, expostos respectivamente nos livros Segurança, Território, População e O nascimento da biopolítica, apontando como se forma o neoliberalismo, como nova racionalidade do capitalismo contemporâneo. O ponto de partida da investigação dos autores é a crise do liberalismo, ou crise da governamentalidade liberal, nos termos de Michel Foucault, que dura entre 1880 e 1930. O objetivo é mostrar que o neoliberalismo não é uma simples continuidade das ideias liberais, mas, antes, marca um rompimento com a versão dogmática do liberalismo, que via no laissez-faire uma verdade inalienável. Enquanto o liberalismo clássico passava por uma profunda crise, a Revolução Russa, o avanço do socialismo e a disseminação das ideias de esquerda por toda Europa ameaçavam os liberais, impondo-lhes a necessidade de reformulação teórica do liberalismo. É nessa conjuntura de crise política, econômica e teórica que surge a principal tentativa de refundação do liberalismo: o Colóquio Walter Lippmann, em 1938. A partir do Colóquio, duas grandes correntes de pensamento neoliberal surgirão: a corrente austro-americana, representada por Friedrich A. Hayek e Ludwig von Mises, e a corrente ordoliberal alemã, cujos principais expoentes foram Walter Eucken e Wilhelm Röpke.

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